Reflexões sobre Ciência / "Ciência"

 1 - Qualquer que seja o Deus (deus) de cada um, a questão é se existe um Criador, o que se torna necessário quando verificamos quaisquer hipóteses de desenvolvimento do Universo, da Terra, da vida. 

Logo, dizer que o Criador é necessário é, no meu entendimento, algo verificado pelos estudos científicos, ainda que não aceito pela academia, e por motivos que me parecem óbvios, como a necessidade de manter um conjunto de hipóteses que validem quaisquer especulações, dando a elas um "ar científico" pela mera aprovação dos pares e uma suposta imparcialidade na obtenção dos dados, que não é imparcial em tal obtenção, e muito menos nas premissas e conclusões;


2 - Formular hipóteses, obter dados ou verificar os dados obtidos, chegar a conclusões que concordem ou discordem das validadas pelos cientistas...não é monopólio (ou ao menos não deveria ser) dos chamados Acadêmicos ou formados em determinada área, ou especializados nela. A partir do momento em que as pessoas tenham acesso às informações e possam refletir sobre elas, podem concordar ou discordar.


3 - Parte (ou muito) do chamado conhecimento acadêmico sobre a Bíblia me parece ser produzido por pessoas com a predisposição em rejeitar o que está escrito nela, mas apenas pessoas predispostas a concordar com ela são criticadas, como se a discordância com ou sem base fosse mais importante que a concordância com ou sem base, e como se aceitar a possibilidade ou a existência de Um Ser ao menos com inteligência e capacidade, bem como "ferramentas/meios" de fazer o que existe, de algum modo, fosse algo não científico

Não conseguimos mostrar quem seja, exatamente, mas entendo que atualmente a necessidade de existência deste Ser seja inegável, visto que todas as poções mostram a necessidade de inteligência ajustando este ou aquele fator para que qualquer hipótese tenha alguma possibilidade viável. Quanto menos provável é a existência sem um Ser com inteligência e potencial absurdos, mais provável é a Sua existência e necessidade.


4 - Todo experimento, toda verificação, vai precisar de uma lógica para apontar suas conclusões, e mesmo suas premissas. Concluir que a mera citação de modelos existentes demonstra que algo é científico é falar do científico e, ao mesmo tempo, se utilizar da imposição de cientistas que se unem para formalizar a descrença

O Big Bang precisa de algo já existente, e ainda assim se vale de adaptações constantes para validar a crença: é necessário energia escura no Lambda-CDM por causa da crença na necessidade da existência sem um Ser inteligente (por exemplo); criam equações para "validar" tal hipótese; determinam que tal e tal observação no universo demonstrará isso e, ao acharem, concluem: ela existe. Um conjunto de imposições, e não de validação lógica e factual. O mesmo em relação a flutuações quânticas. 

Ao que me parece, imposições no sentido de formação de material dito relevante por flutuações quânticas/Modelo Lambda-CDM/Big Bang/Evolução em termos que desqualificam a necessidade de Um Ser inteligente necessário para coordenar tudo são feitas, são determinadas as conclusões que serão aceitas pela academia e, quando os materiais concordam com tais imposições, são divulgados como válidos. Quando discordam em pontos "proibidos", são renegados.


5  - Não há necessidade de se crer que seja necessariamente o Ser proposto nas Escrituras de Gênesis a Malaquias, ou de Gênesis a Apocalipse, ou este ou aquele. Mas se os dados mostram que é muito mais provável (tende a 100%) a necessidade de inteligência e ajustes para o que existe, a decisão que realmente se adequa ao científico é admitir que existe ao menos Um Ser com esta capacidade e que tenha feito o que existe, ainda que se admita que Ele não mais interaja com a humanidade, que Ele não mais se importe, etc

É irrelevante para verificação de Sua existência se tal Ser mantém contato com a humanidade ou se é diretamente percebido como agindo ainda no Universo, se é ou não bom ou mau. Sendo necessário para a existência, temos verificação científica de Sua necessidade de existir/Ser. Pode-se dizer: "Não sei Quem É, especificamente"., mas não se pode dizer: "Não existe, não precisa existir ou não pode existir".


6 - Se a "Academia" percebe que não precisa provar suas premissas, mas basta publicar e aceitar determinadas publicações para que as mesmas sejam "automaticamente" aceitas como científicas, tais pessoas sabem que basta esconder aspectos ideológicos/não científicos nas publicações realmente científicas, visto que não será verificada exatamente a qualidade dos argumentos, a validade das conclusões e dos experimentos em si, mas apenas será aceito e divulgado como científico qualquer material dito pela "Academia" como algo que "cumpriu os requisitos formais científicos": 

- utilizou-se de outros pesquisadores e escritores como fontes, foi "verificado" por pares, os "experimentos" podem e foram repetidos...

...mesmo que as conclusões sobre a validade e alcance dos experimentos seja bastante questionável, mesmo que a aceitação dos pares leve a conclusões que leve a contradições, mesmo que a quantidade de material, dos dados, etc, seja desprezível para se chegar a determinadas conclusões. 

Ou seja, a "Academia" saberia que pode misturar conteúdo científico e não científico, e que grande parte dos cientistas e apoiadores, por este ou aquele motivo, simplesmente divulgariam tudo como altamente científico pelo simples fato de estar nessa ou naquela revista, nesse ou naquele grupo.


Assim entendo.

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