Eras Geológicas Inexistentes, Fósseis na ordem errada
e Fósseis vivos
Adauto Lourenço - Como tudo começou - 1ª Edição - 2007
Páginas 151 a 154
"Eras Geológicas Inexistentes
Existem mais de 200 formações geológicas, só nos Estados Unidos, que aparecem na ordem errada, segundo a ordem proposta pela estratigrafia convencional.20. Só no Grand Canyon há uma descontinuidade no período Paleozóico entre o Cambriano (Estrato Muav) e o Devoniano (estrato Temple butte) equivalente a 100 milhões de anos geológicos!
Este fato não é um caso especial ou isolado que ocorre somente nos Estados Unidos. O mesmo é observado em todos os continentes.
Um exemplo semelhante ocorre na África central, onde existem estratos do Mesozóico sem que sejam encontrados estratos tanto do Paleozóico superior quanto do inferior. Em regiões da Espanha encontram-se estratos do Paleozóico inferior e do Mesozóico, não sendo encontrados os estratos do Paleozóico superior.
A coluna geológica, como apresentada nos livros textos, não é encontrada praticamente em nenhum lugar.21 Apenas 15 a 20% da superfície da Terra apresentam um terço destes períodos na ordem consecutiva proposta pela evolução.22 Obviamente o Princípio da Continuidade dos Estratos e o Princípio da Identidade Paleontológica baseados numa interpretação cronológica da ordem estratigráfica estariam longe de ser consistentes com a evidência.
Fósseis na Ordem Errada
Muitos fósseis aparecem num posicionamento estratigráfico não compatível com a interpretação vertical oferecida pela teoria da evolução sobre o desenvolvimento da vida através do registro fóssil. Um exemplo clássico são os conhecidos “cemitérios de fósseis". Neles é encontrada uma grande quantidade de ossos de seres humanos, animais mamíferos, aquáticos, aves e répteis, vivos e extintos, muitas vezes misturados uns com os outros.
Alguns exemplos de cemitérios de fósseis conhecidos nos EUA são Bone Cabin Quarry, em Wyoming, Agate Springs, em Nebraska, Ashkey Beds, na Carolina do Sul, e La Brea Pits, em Los Angeles. Muitas outras regiões de cemitérios de fósseis são conhecidas no mundo, em países como Brasil, Tanzânia, Bélgica, Escócia e Suécia.
O professor Francis Simmons Holmes, que foi um paleontólogo e curador do Museu de História Natural do Charleston College, em seu livro publicado em 1870, intitulado “The Phosphate Rocks o f South Carolina”, fala da grande quantidade e da variedade de formas de vida encontradas nas mesmas camadas. No relatório apresentado por ele à Academy of Natural Sciences referente à sua pesquisa no cemitério fóssil de Ashey Beds, ele descreveu o cemitério fóssil da seguinte forma: “Vestígios de porco selvagem, cavalos e outros animais de datação recente encontram-se misturados com ossos humanos, mastodontes e lagartos gigantes extintos”.23
Dos cemitérios de fósseis, um dos maiores e provavelmente o mais conhecido atualmente é o do deserto de Gobi, na Ásia. Nele tem sido encontrada uma grande quantidade de tipos de animais fossilizados, como dinossauros, lagartos e mamíferos, descritos por Mark Norell, Michael Novacek e outros paleontólogos: “Nossas expedições... escavaram dinossauros, lagartos e mamíferos numa qualidade de preservação sem precedentes. Esqueletos expostos recentemente muitas vezes se parecem mais com carcaças do que fósseis de 80 milhões de anos. E ainda, numa reviravolta irônica, nas rochas de Gobi parecem faltar precisamente aquelas camadas onde existe o maior interesse atual: até o momento nenhuma seção entre Cretáceo e o Terciário, onde os dinossauros foram extintos, foi encontrada. Seja qual for o cataclisma que aniquilou os dinossauros (e muitos outras espécies então na terra), suas marcas na Ásia central parecem ter sido apagadas. ”24
Todos estes grandes cemitérios são evidências de extinção em massa dos seres vivos. Geralmente este tipo de informação é omitido na grande maioria dos livros. Tais cemitérios fósseis apresentam evidências de que formas de vida catalogadas como habitantes de eras geológicas diferentes (separadas por milhões de anos) foram contemporâneas.
Um exemplo é o Repenomamus robustus, um mamífero do tamanho de um gambá. O fóssil desse mamífero (encontrado na formação Yixian, na Província de Liaoning, China, pela equipe do Dr. Meng Jin, curador de paleontologia do American Museum of Natural History) contém um pequeno dinossauro também fossilizado no seu estômago.25
O fóssil de outro mamífero maior {Repenomamus gigantus), do tamanho de um cachorro, também foi descoberto na mesma região, e segundo os pesquisadores teria sido também contemporâneo dos dinossauros (há 130 milhões de anos, segundo os pesquisadores). A posição do estômago destes chamados mamíferos primitivos é exatamente a mesma nos mamíferos atuais. Similaridades como esta são muito comuns no registro fóssil.
Fósseis Vivos
Ainda existe uma idéia errada de que os fósseis vivos seriam exceções raras no registro fóssil. Não são! Muitos desses fósseis que no passado foram considerados elos intermediários hoje são encontrados vivos no nosso planeta, iguais aos do registro fóssil. Talvez o exemplo mais conhecido seja o celacanto. Até meados da década de 30 do século passado, acreditava-se que o celacanto era um elo intermediário entre os peixes e os anfíbios.
Os fósseis encontrados foram datados como sendo de 360 milhões de anos. Acreditava-se também que o celacanto havia sido extinto a cerca de 65 milhões de anos. Em 1938, Marjorie Eileen Doris Courtenay-Latimer apresentou o primeiro espécime de celacanto vivo {Latimeria chalumnae). Em 1952, um segundo espécime vivo foi apresentado.
Atualmente o celacanto tem sido estudado por entidades como o Conservation International Indonesian Marine Program. Ele não apresentou nenhum traço de evolução nestes últimos 360 milhões de anos (segundo a datação evolucionista)! Entre os organismos vivos, seria ele uma exceção que não teria evoluído? A resposta é não!
Todos os anos, novos fósseis vivos são encontrados. Animais e plantas considerados extintos são encontrados vivos, hoje, no nosso planeta. Um exemplo recente é o kha-nyou (Laonastes aenigmamus), descoberto no Laos.26 Este pequeno rato-esquilo, como é conhecido, foi considerado a princípio como uma nova espécie de roedor, mas era apenas mais um exemplar encontrado também no registro fóssil27 (ver figuras na página seguinte).
Como conciliar estas evidências (fósseis vivos) com a paleontologia evolucionista? Enquanto um número imenso de espécies teria passado por pequenas variações, um número pequeno de espécies teria passado por imensas variações? Como? Por quais razões apenas alguns grupos teriam sido afetados pela “necessidade de evoluir” (ou “mecanismos evolutivos”), ao passo que outros permaneceriam exatamente iguais?
20 Walter E. La mmerts, Recorded Instances of Wrong Order Formations or Presumed Owerthrusts in the United States: Parts l-VHI, Creation Research Society Quarterly, setembro de 1984, p. 88; dezembro de 1984, p. 150; março de 1985, p. 200; dezembro de 1985, p. 127; março de 1986, p. 188; junho de 1986, p. 38; dezembro de 1986, p. 133;junho de 1987, p. 46.
21 Derek V. Ager, The Nature of the Stratigraphicai Record, 2a edição, New York, John Wiley & Sons, 1981, p. 32.
22 John Woodmorappe, The Essential Nonexistence of the Evolutionary-Uniformitarian Geologic Column: A Quantitative Assessment, Creation Research Society Quarterly, Vol. 18, n21,junho de 1981, p. 46-71.
23 F. S. Holems, Phosphate rocks of South Carolina and the great Carolina marl bed, with five colored illustrations. A popular and scientific view of their origin, geological position and age; also their chemical character and agricultural value; together with a history of their discovery and development, Charleston, S.C., Holmes' Book House, 1870.
24 Michael J. Novacek, Mark Norell, Malcolm C. McKenna and James Clark, Fossils of the Flaming Cliffs, Scientific American, vol. 271,1994, p. 60-69.
25 Yaoming Hu, Jin Meng, Yuanqing Wang, Chuankui Li, Large Mesozoic mammals fed on young dinosaurs, Nature 433,149 -152,13 de janeiro de 2005.
26 Paulina D.Jenkins,C William Kilpatrick, Mark F. Robinson and Robert }.T\mm\ns, Morphological and molecular investigations of a new family, genus and species of rodent (Mammalia: Rodentia: Hystricognatha) from Lao PDR, Journal of Systematics and Biodiversity, 2 de dezembro de 2004, (4): 419-454.
27 Mary R. Dawson, Laurent Marivaux, Chuan-kui Li, K. Christopher Beard, Grégoire Métais, Laonastes and the 'Lazarus Effect'in Recent Mammals, Science, 10 de março de 2006, Vol. 311. N°5766, p. 1456-1458




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